domingo, 11 de novembro de 2007

A necessidade constante da integração social

*Por João Luccas Thabet

É evidente que as injustiças sociais remontam a séculos de exploração e de absoluta extratificação social. As classes, agrupadas segundo um processo sistemático de consolidação dos interesses vis, dão o tom dos costumes e engessam quaisquer resquícios de idealismo. Enfim, os ideais, muitas vezes, já nascem mortos e acabam sepultados no solo fértil da tão sonhada pátria amada, contabilizando estatísticas e fraquezas no inconsciente coletivo...
Porém, nem tudo está perdido. Observamos avanços significativos nos mais variados segmentos ao longo dos anos, das décadas, enfim...
Valores foram incorpados no inconsciente coletivo, de tal sorte que passamos a observar e compor uma sociedade mais crítica, mais organizada e acima de tudo, mais sensível...
Essas transformações todas podem ser observadas nas mais diferentes matizes: seja através da literatura, seja através da música, e porque não através do cinema????
É esse o objetivo do Cine Clube e, com toda certeza, do seu idealizador Newton Bennetti...
A busca constante da oportunidade de expressão, lastreada num resgate histórico-valorativo.
É preciso que preparemos nossa alma, a partir do repúdio à proliferação da miséria humana, que não é representada, tão somente, pela falta de recursos financeiros ou coisa que o valha...
É muito maior do que isso...
É preciso operar o despertar da compaixão; o tão idealizado amor ao próximo, tão longínquo aos nossos olhos e tão avesso às nossas vidas...
Nosso Cine Clube, inobstante as limitações que lhe são afetas, representa, pois, uma importante ferramenta de expressão, na medida que nos remete ao passado, preparando-nos para o presente e para o futuro. E o que é melhor, não precisamos de métodos experimentais... Basta legitimarmos o positivo exercício do nosso livre arbítrio nesse súbito mergulho histórico, através da captação de valores que inspiraram gerações e gerações e, com toda certeza, seremos cidadãos melhores...

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